Imprensa · Participação

Dr. Hugo Robertson esclarece os principais mitos sobre implantes dentários na TV Aparecida

Durante sua participação no programa Viva a Tarde, da TV Aparecida, o Dr. Hugo Robertson respondeu às principais dúvidas sobre implantes dentários, explicou como a tecnologia revolucionou os tratamentos e mostrou como a reabilitação oral pode devolver autoestima, segurança e qualidade de vida.

TV Aparecida · Programa Viva a Tarde/Entrevista

Capa da entrevista do Dr. Hugo Robertson no programa Viva a Tarde da TV Aparecida

Assista à entrevista

Artigo editorial

Implantes dentários: verdades que podem transformar seu sorriso

O Viva a Tarde, programa vespertino da TV Aparecida, é conhecido por trazer temas de utilidade pública com uma linguagem próxima e acolhedora do telespectador. Em uma de suas edições, a bancada convidou o Dr. Hugo Robertson, cirurgião-dentista com mais de 35 anos de prática clínica em Implantodontia, Prótese e Reabilitação Oral, para uma conversa dedicada a um assunto que gera dúvidas em milhões de brasileiros: os implantes dentários.

A entrevista teve como objetivo esclarecer perguntas frequentes da população, desfazer confusões que ainda circulam sobre o tratamento e mostrar como a odontologia moderna evoluiu para tornar a reabilitação oral mais previsível, confortável e acessível. O Dr. Hugo abordou desde os fundamentos técnicos até o impacto emocional de recuperar o sorriso — sempre com foco na informação clara e responsável.

O que é um implante dentário?

O implante dentário é, na prática, uma raiz artificial de titânio instalada no osso da maxila ou da mandíbula. Após um período de integração biológica ao osso — a chamada osseointegração — esse pino serve como base para receber uma coroa, uma ponte ou uma prótese completa. É essa arquitetura em duas etapas que devolve ao paciente estabilidade mastigatória, estética e conforto.

O grande diferencial do implante em relação a outras soluções é que ele reproduz a lógica funcional de um dente natural: uma raiz firme no osso e uma coroa visível preparada para receber a carga da mastigação. Isso explica por que a técnica se tornou uma referência mundial em reabilitação oral.

Qual é a diferença entre implante e prótese?

É comum confundir os termos, e o Dr. Hugo faz questão de separá-los. O implante é o pino que substitui a raiz do dente perdido. A prótese é a parte visível — a coroa, ponte ou estrutura maior — que é cimentada ou parafusada sobre o implante. Uma depende da outra: sem o implante, a prótese não tem base fixa; sem a prótese, o implante não cumpre a função estética e mastigatória.

Existem também próteses removíveis e próteses fixas convencionais que não usam implantes. Cada opção tem indicação clínica específica, e a escolha é feita a partir do estado dos dentes remanescentes, do volume ósseo e do objetivo funcional do paciente.

Por que tantas pessoas ainda perdem os dentes?

Apesar de todo avanço da odontologia, a perda dentária continua sendo um problema de saúde pública. As causas mais comuns apontadas na entrevista são cárie não tratada, doença periodontal avançada, traumas e, sobretudo, a falta de acompanhamento regular. Muitas perdas seriam evitáveis com consultas periódicas e diagnóstico precoce.

O Dr. Hugo lembra que o dente natural, quando ainda apresenta condições, deve ser preservado. Nenhum implante reproduz por completo a propriocepção e a integração biológica de um dente saudável. Preservação vem antes de substituição — sempre que o prognóstico for favorável.

Como a prevenção evita tratamentos complexos

Um dos eixos mais destacados na entrevista é o valor da prevenção. Escovação adequada, uso de fio dental, alimentação equilibrada e consultas periódicas são intervenções simples que evitam procedimentos maiores no futuro. Uma cárie identificada cedo é tratada com um procedimento restaurador; a mesma cárie, ignorada por anos, pode evoluir para tratamento de canal ou extração.

A prevenção também protege o osso alveolar, essencial para qualquer reabilitação futura com implantes. Quanto mais conservado o osso, mais opções o cirurgião-dentista tem para planejar um tratamento previsível.

Quem pode fazer implantes dentários?

A grande maioria dos adultos com saúde geral estável e higiene adequada é candidata aos implantes. A avaliação individual considera exames de imagem, condições sistêmicas, medicações em uso, hábitos como tabagismo e a saúde dos tecidos gengivais. Idade, por si só, não é um critério de exclusão — pacientes idosos com boa saúde geral se beneficiam significativamente da reabilitação sobre implantes.

Quando o implante não pode ser realizado imediatamente?

Em algumas situações, é necessário preparar o terreno antes de instalar o implante. Volume ósseo insuficiente, infecções ativas, doenças sistêmicas descompensadas ou hábitos que comprometem a cicatrização podem exigir etapas prévias — como enxertos ósseos, controle periodontal ou ajuste de condições clínicas. Essa preparação é o que garante previsibilidade a longo prazo.

Como a tecnologia revolucionou os implantes dentários

Grande parte da entrevista é dedicada a mostrar como a odontologia mudou nas últimas décadas. Recursos digitais que antes eram exceção hoje fazem parte da rotina do consultório do Dr. Hugo e ampliam a precisão, o conforto e a previsibilidade dos tratamentos.

Scanner intraoral e planejamento digital

O scanner intraoral substitui grande parte das moldagens tradicionais com pastas. Em poucos minutos, gera um modelo tridimensional preciso da boca do paciente, mais confortável e com menos margem para distorções. Esse modelo alimenta o planejamento digital, que simula em software a posição ideal dos implantes e o resultado protético final antes mesmo de qualquer procedimento clínico.

Cirurgia guiada por computador

A partir do planejamento digital, é possível confeccionar guias cirúrgicas que orientam a instalação dos implantes com margens milimétricas. Isso reduz o tempo cirúrgico, torna o procedimento mais preciso e permite um pós-operatório mais tranquilo. A cirurgia deixa de ser conduzida "à mão livre" e passa a seguir um trajeto previamente validado no computador.

Implante sem corte e sem pontos

Em casos selecionados, a cirurgia guiada permite instalar o implante por uma pequena perfuração na gengiva, sem retalho e frequentemente sem pontos. É o que popularmente se chama de implante "sem corte". A indicação depende de volume ósseo adequado, saúde gengival e planejamento detalhado — não é uma técnica universal, mas representa um marco em conforto quando indicada.

O pós-operatório é realmente tranquilo?

Com técnicas minimamente invasivas e um plano cirúrgico bem conduzido, o pós-operatório costuma ser bem mais leve do que a maioria dos pacientes imagina. Analgésicos comuns, orientações de higiene e alimentação, além de repouso relativo nas primeiras horas, são suficientes na maior parte dos casos. O desconforto, quando presente, é geralmente controlado em poucos dias.

Quanto tempo demora para colocar um implante?

O tempo cirúrgico é apenas uma parte do processo. Um implante unitário planejado digitalmente pode ser instalado em uma sessão relativamente curta. O que exige tempo é a osseointegração — a integração biológica do implante ao osso — que acontece ao longo de semanas. Em algumas situações, próteses provisórias são instaladas no mesmo dia, no chamado protocolo de carga imediata, sempre que os critérios clínicos permitem.

A importância da manutenção dos implantes

Uma mensagem se repete ao longo da entrevista: implante não é tratamento de dose única. A longevidade depende de manutenção periódica. Consultas de acompanhamento avaliam a saúde peri-implantar, ajustam contatos oclusais, revisam próteses parafusadas e reforçam a higiene específica ao redor do implante. A peri-implantite, uma das principais causas de perda tardia, é evitável quando o paciente mantém o acompanhamento regular.

Como a reabilitação oral devolve autoestima e qualidade de vida

A parte mais emocional da entrevista aparece quando o Dr. Hugo fala sobre o que acontece depois do tratamento. Pacientes que passaram anos evitando sorrir, cobrindo a boca ao rir ou recusando alimentos difíceis relatam mudanças que ultrapassam o espelho. Voltam a se alimentar melhor, a se expressar com mais confiança e a se relacionar sem a barreira estética que carregavam.

O objetivo, reforça o Dr. Hugo, nunca é entregar um sorriso padronizado, mas devolver um sorriso coerente com a pessoa — respeitando idade, expressão facial e traços individuais. A reabilitação oral, quando bem planejada, é ao mesmo tempo um processo funcional e simbólico.

Esclarecimento

Mitos e verdades

  • Mito

    Implante dentário dói.

    Com anestesia local e protocolos atuais, a cirurgia é confortável e o pós-operatório costuma ser controlado com medicação simples.

  • Mito

    Implante demora horas para ser colocado.

    Com planejamento digital e cirurgia guiada, muitos casos são resolvidos em uma sessão curta e previsível.

  • Mito

    Quem perdeu os dentes não pode voltar a sorrir naturalmente.

    A reabilitação oral moderna devolve estética, fonética e função mastigatória com resultado próximo ao natural.

  • Mito

    A dentadura é sempre a melhor solução.

    Existem alternativas fixas sobre implantes, mais estáveis e confortáveis, indicadas conforme cada avaliação clínica.

  • Mito

    Todo implante exige um longo pós-operatório.

    Cirurgias minimamente invasivas reduzem edema e desconforto, permitindo retorno rápido às atividades cotidianas.

  • Verdade

    O implante substitui o dente perdido e ajuda a preservar a saúde bucal.

    Ao ocupar o espaço do dente ausente, o implante estimula o osso e evita a inclinação dos dentes vizinhos.

Síntese

Principais aprendizados da entrevista

  • Insight 01

    A prevenção continua sendo o melhor tratamento.

  • Insight 02

    A tecnologia tornou os implantes mais rápidos e previsíveis.

  • Insight 03

    Implantes devolvem função mastigatória e autoestima.

  • Insight 04

    Cada paciente necessita de um planejamento individualizado.

  • Insight 05

    A manutenção periódica aumenta a longevidade do tratamento.

Ferramentas clínicas

Tecnologias apresentadas na entrevista

01

Scanner intraoral

Substitui as moldagens tradicionais por um mapeamento digital preciso da boca, mais confortável para o paciente.

02

Planejamento digital

Simula em software a posição ideal dos implantes e o resultado protético antes do procedimento clínico.

03

Software DIO

Plataforma de planejamento cirúrgico e protético utilizada para integrar exames de imagem e desenho da prótese.

04

Cirurgia guiada

Guias produzidos a partir do planejamento digital orientam a colocação dos implantes com margens milimétricas.

05

Impressão 3D das guias cirúrgicas

As guias são impressas em 3D para reproduzir com fidelidade o que foi projetado no ambiente virtual.

Sobre o programa

Viva a Tarde – TV Aparecida

O Viva a Tarde é um programa vespertino da TV Aparecida dedicado a temas de utilidade pública, saúde, bem-estar, comportamento e cultura. Com uma condução acolhedora e próxima do telespectador, o programa recebe convidados para conversas acessíveis sobre assuntos que fazem parte do cotidiano das famílias. O Dr. Hugo Robertson agradece à equipe pelo convite e pela oportunidade de compartilhar informação de qualidade sobre odontologia, implantes e reabilitação oral com um público tão diverso.

Sobre o entrevistado

Dr. Hugo Robertson

Cirurgião-dentista com mais de 35 anos de prática clínica, especialista em Implantodontia e Responsável Técnico da Odontoclinic Vila Mariana, em São Paulo. Atuação voltada para reabilitação oral complexa e Protocolo de Carga Imediata, com atendimento centrado no paciente. CRO-SP 43.140.

Perguntas frequentes

Baseadas nos temas da entrevista

Implante dói?
Com anestesia local, a cirurgia é confortável. O pós-operatório costuma ser tranquilo e controlado com analgésicos comuns, variando conforme a extensão do caso.
Quanto tempo leva a cirurgia?
Em casos bem planejados, a colocação de um implante unitário pode ser rápida. Reabilitações mais amplas seguem um cronograma definido pelo planejamento digital.
Quem pode fazer implante?
A grande maioria dos adultos com saúde geral estável e higiene adequada é candidata, após avaliação clínica, exames de imagem e análise do quadro sistêmico.
Quem tem pouco osso pode colocar implante?
Sim, em muitos casos. Técnicas de enxerto ósseo, implantes de configuração específica ou etapas prévias de preparo tornam a reabilitação possível.
Qual a diferença entre prótese e implante?
O implante é a raiz artificial fixada no osso; a prótese é a parte visível cimentada ou parafusada sobre ele. Juntos, restabelecem estética e função.
Implante dura para sempre?
Implantes bem instalados e acompanhados podem durar décadas. A longevidade depende de manutenção periódica, higiene e controle de fatores como bruxismo.
Preciso fazer manutenção?
Sim. Consultas periódicas avaliam a saúde peri-implantar, a oclusão e a prótese, prevenindo peri-implantite e prolongando o resultado.
Posso voltar a mastigar normalmente?
Sim. A reabilitação sobre implantes restaura a função mastigatória de forma estável, permitindo uma alimentação mais variada e prazerosa.
Implante sem corte realmente existe?
Em casos selecionados, a cirurgia guiada permite instalar o implante por uma pequena perfuração na gengiva, sem retalho e frequentemente sem pontos.
Quanto tempo demora a recuperação?
O desconforto imediato é geralmente controlado em poucos dias. A osseointegração completa acontece ao longo das semanas seguintes, conforme protocolo.

Consulta

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Acervo

Outras participações na mídia

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Dr. Hugo Robertson durante entrevista ao podcast Podda Preta, EP 09 do Opinião da Preta.

Podcast

Podda Preta | EP 09

Opinião da Preta · 30 de setembro de 2025

Uma conversa sobre implantes dentários, autoestima, preservação dos dentes naturais, protocolo carga imediata, prevenção e os principais mitos da odontologia.