Enxerto ósseo para implante dentário: quando é necessário
Por Dr. Hugo Robertson · 11 de setembro de 2026

Quando um dente é perdido, o osso que o sustentava começa a reabsorver. Em casos de perda antiga, uso prolongado de prótese removível ou infecção anterior, pode não restar altura ou espessura suficiente para instalar o implante na posição correta. É nessas situações que o enxerto ósseo entra no planejamento.
Por que o volume ósseo importa
O implante precisa ficar envolvido por osso em toda a sua superfície e posicionado onde o dente protético vai ficar, não onde sobrou osso. Instalar um implante em posição desfavorável apenas para evitar o enxerto tende a gerar prótese com desenho comprometido e higiene difícil.
Tipos de enxerto
- Enxerto autógeno: osso do próprio paciente, retirado de área doadora intrabucal.
- Enxerto xenógeno: material de origem bovina processado, muito usado como preenchimento e mantenedor de volume.
- Enxerto aloplástico: biomateriais sintéticos.
- Regeneração óssea guiada: associação de biomaterial e membrana para direcionar a formação óssea.
- Levantamento de seio maxilar: procedimento específico para a região posterior superior, quando a altura disponível é reduzida.
Como o caso é avaliado
A tomografia computadorizada de feixe cônico mede altura, espessura e densidade em cada região, além de localizar estruturas como o nervo alveolar inferior e os seios maxilares. A partir dela é possível decidir entre enxertar, usar implantes mais curtos ou inclinados, ou combinar estratégias. Esse estudo é feito na Odontoclinic Vila Mariana, que dispõe de tomógrafo e tecnologia digital na própria unidade. Quando a reabsorção é muito acentuada na maxila posterior, o implante zigomático pode ser uma alternativa ao enxerto extenso.
Prazos e recuperação
O tempo de integração do enxerto varia conforme o tipo e o volume, em geral de quatro a oito meses antes da instalação do implante. Em algumas situações, enxerto e implante são feitos no mesmo procedimento. O pós-operatório costuma envolver edema nos primeiros dias, dieta adaptada e medicação prescrita. O acompanhamento clínico e radiográfico define o momento seguro para a etapa protética, descrita no artigo sobre prótese sobre implante.
Sinais que merecem avaliação
Mobilidade de prótese removível, afundamento do contorno da gengiva, dificuldade progressiva para mastigar e relato de que "não há osso para implante" em avaliações anteriores são motivos para uma nova análise tomográfica.
Atendimento
Casos com perda óssea, falhas anteriores ou reabilitações extensas são avaliados presencialmente na Odontoclinic Vila Mariana, na Vila Mariana, em São Paulo. Mais conteúdos estão disponíveis no blog da clínica.
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Perguntas frequentes
- Todo implante precisa de enxerto ósseo?
- Não. O enxerto é indicado quando a tomografia mostra altura ou espessura insuficientes para posicionar o implante corretamente.
- Quanto tempo leva a integração do enxerto?
- Em geral de quatro a oito meses, variando com o tipo de material, o volume enxertado e a resposta individual.
- O enxerto pode ser feito junto com o implante?
- Em algumas situações sim, quando ainda há osso suficiente para garantir estabilidade inicial do implante. A decisão é tomada a partir da tomografia.

Dr. Hugo Robertson
Cirurgião-dentista, especialista em Implantodontia e Mestre em Odontologia pela Universidade Paulista (UNIP). Possui publicação científica internacional na área de implantes e mais de 35 anos de experiência clínica. É responsável técnico pela Odontoclinic Vila Mariana, onde realiza planejamento digital, cirurgia guiada e reabilitações orais complexas.
CRO-SP 43.140
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