Como é feito o implante dentário, passo a passo
Por Dr. Hugo Robertson · 12 de setembro de 2026
Quem vai colocar um implante quase sempre tem a mesma dúvida: o que exatamente acontece, e em que ordem. O tratamento segue uma sequência bem estabelecida, e conhecer cada etapa ajuda a reduzir a ansiedade e a organizar a rotina, porque parte do processo é de espera biológica, não de procedimento.
Etapa 1: avaliação clínica
A primeira consulta não é cirúrgica. Nela se avalia o estado dos dentes remanescentes, a saúde da gengiva, a mordida, hábitos como apertamento e bruxismo, e o histórico de saúde geral. Condições como diabetes, uso de medicamentos que afetam o metabolismo ósseo e tabagismo influenciam diretamente o planejamento e precisam ser informadas.
Etapa 2: exames de imagem
A tomografia computadorizada de feixe cônico mostra em três dimensões a altura e a espessura do osso, a posição do nervo alveolar inferior e a relação com os seios maxilares. Em muitos casos também é feito o escaneamento intraoral, que gera um modelo digital das arcadas sem moldagem com pasta.
Etapa 3: planejamento reverso
Aqui está o ponto central do tratamento. Primeiro se define onde o dente precisa estar para funcionar e ficar em harmonia com o rosto. Só depois se define onde o implante pode ser instalado para sustentar esse dente. Quando o caso exige precisão maior, o planejamento é feito em software e transferido para a boca por um guia cirúrgico, técnica descrita na página de cirurgia guiada.
Se o exame indicar volume ósseo insuficiente, o enxerto ósseo entra no plano antes da instalação, com tempo próprio de maturação.
Etapa 4: cirurgia de instalação
A instalação é feita com anestesia local, em ambiente clínico, com protocolo de controle de infecção. O procedimento envolve o acesso ao osso, a preparação do leito com brocas em sequência e a inserção do implante com torque controlado. Para um implante unitário, o tempo de cadeira costuma ser curto. Em reabilitações extensas, como o protocolo fixo, a sessão é mais longa.
O paciente sente pressão, não dor, durante o ato cirúrgico. O desconforto esperado aparece nas horas seguintes e é controlado com a medicação prescrita.
Etapa 5: pós-operatório imediato
Nos primeiros dias valem orientações simples e objetivas:
- Compressa fria nas primeiras horas, conforme orientação.
- Dieta fria ou morna e de consistência macia.
- Higiene cuidadosa da região, sem abandonar a escovação dos demais dentes.
- Evitar esforço físico intenso nas primeiras 48 a 72 horas.
- Não fumar, porque o cigarro interfere na cicatrização dos tecidos.
Inchaço leve e desconforto local são esperados. Sangramento persistente, dor crescente após o terceiro dia ou febre exigem contato imediato com a equipe.
Etapa 6: osseointegração
É o período em que o osso cresce em contato direto com a superfície do titânio. Costuma levar de oito a dezesseis semanas, variando com a densidade óssea, a região e a condição geral de saúde. Durante esse tempo o implante precisa de estabilidade, e por isso o uso de próteses provisórias segue critérios definidos caso a caso.
Em situações selecionadas, com estabilidade primária adequada, é possível instalar um provisório logo após a cirurgia. Essa decisão é clínica e depende do torque obtido e da distribuição das forças da mordida.
Etapa 7: moldagem e confecção da prótese
Concluída a integração, faz se a transferência da posição do implante, por moldagem convencional ou por escaneamento intraoral. O laboratório confecciona a peça em zircônia, cerâmica ou outro material indicado. Quando há laboratório próprio, os ajustes de cor e forma acontecem com menos idas e vindas.
Etapa 8: instalação da prótese definitiva
A peça é testada, ajustada na oclusão e então parafusada ou cimentada. O ajuste da mordida é uma etapa técnica importante: uma prótese alta concentra força em um ponto e sobrecarrega o implante. As opções protéticas estão detalhadas no artigo sobre prótese sobre implante e na página de prótese fixa.
Etapa 9: manutenção
O acompanhamento periódico avalia higiene, saúde da gengiva ao redor do implante, aperto dos parafusos e desgaste da prótese. A peri-implantite, inflamação dos tecidos em volta do implante, é silenciosa no início e tratável quando detectada cedo. Essa é a etapa que mais influencia a durabilidade do tratamento no longo prazo.
Quanto tempo leva o tratamento completo
Em um caso sem necessidade de enxerto, o intervalo entre a cirurgia e a prótese definitiva fica, em geral, entre três e quatro meses. Com enxerto, esse prazo pode se estender. Casos extensos e reabilitações complexas seguem cronogramas próprios, discutidos no planejamento inicial. A avaliação presencial é feita na Odontoclinic Vila Mariana, com o Dr. Hugo Robertson.
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Perguntas frequentes
- Quanto tempo dura a cirurgia de implante?
- Para um implante unitário, o tempo de cadeira costuma ser curto. Reabilitações extensas exigem sessões mais longas, definidas no planejamento.
- A cirurgia de implante dói?
- Durante o procedimento há anestesia local e o paciente sente pressão, não dor. O desconforto esperado aparece nas horas seguintes e é controlado com a medicação prescrita.
- Quanto tempo leva entre a cirurgia e a prótese definitiva?
- Em casos sem necessidade de enxerto, em geral de três a quatro meses, tempo necessário para a osseointegração. Com enxerto, o prazo se estende.
- Fico sem dente durante o período de integração?
- Em muitos casos é possível usar uma prótese provisória. A indicação depende da estabilidade obtida na cirurgia e da região envolvida.

Dr. Hugo Robertson
Cirurgião-dentista, especialista em Implantodontia e Mestre em Odontologia pela Universidade Paulista (UNIP). Possui publicação científica internacional na área de implantes e mais de 35 anos de experiência clínica. É responsável técnico pela Odontoclinic Vila Mariana, onde realiza planejamento digital, cirurgia guiada e reabilitações orais complexas.
CRO-SP 43.140
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